De Repente 30

Na verdade 26.

06:52:00 Fernanda Gumz 1 Comments


Começa aqui uma série de capítulos sobre meus quase 30. Uma longa caminhada pela frente, porque "ainda" ou não faltam 4 anos até chegar lá. Considerando que ainda não cheguei na idade propriamente dita e já estou em uma crise existencial danada, resolvi colocar tudo para "fora" ou melhor escrever tudo o que eu estou passando/sentindo no meu blog, que acabou caindo em desuso haha quase se tornou obsoleto na minha vidinha humilde, desde que parei de escrever depois do meu intercâmbio. (Se quiser saber mais sobre esse intercâmbio clique na tag Au Pair ali do ladinho que você será direcionada(o)).
Voltando ...
Mas para começar a história e colocar todo mundo a par vamos começar tudo do começo. 
Pois bem, ano passado voltei de viagem, um intercâmbio incrível e que, com certeza, ficará eternamente em minha memória e em meu coração. 
Voltei por vários motivo e falei deles nesse vídeo aqui, o último que gravei na terrinha do tio Sam
Seriam eles o fato de eu ter um emprego garantindo no Brasil, com carteira assinada e um salário que, diga-se de passagem, era bom inicialmente, um trabalho que me traria e trouxe uma experiência enriquecedora na minha carreira profissional. O segundo motivo seria meu namorado, que vivi o intercâmbio inteiro, ou quase inteiro, namorando à distância e não queria mais aquilo para mim, depois vinha a minha família, a qual eu sentia muita falta, mas essa falta eu poderia matar com uma visita ao Brasil sem que eu precisasse deixar de ser Au Pair para isso. Meu inglês não melhoraria muita mais além do que havia conquistado, para isso deveria mudar de área, de rumos, de tudo, achar um outro ambiente de trabalho para acrescentar meu vocabulário.
Foi aí que decidi, voltarei ao Brasil.
Com um emprego a minha espera, e bota espera nisso, decidi passar um mês na Europa em junho, também tenho tudo registrado, basta clicar em viagens na TAG ao lado direito. Conheci lugares lindos e lugares que estavam em sonhos a se realizar já havia algum tempo, lugares que eu sei que muita gente com a minha idade(23) não teria oportunidade de conhecer e sou muito grata por isso, tudo isso, mais uma vez, ao lado do Rod (vocês provavelmente irão ouvir falar muito dele por aqui então já vão se acostumando) meu namorado. Ele foi ótimo me recebendo na Hungria e tudo o que fez por mim durante esse mês, de verdade.
Quando retornei começaria no meu novo emprego. Mistura de medo, com nervosismo e ansiedade resumem. Nunca tinha tido experiência então era bem diferente para mim. O Serviço de Acolhimento Institucional, recebe crianças de 0 a 18 anos que tiveram seus direitos violados, com o Intuito de protege-las, ou seja, estas estão sob guarda judicial. E eu? Ah, eu seria a psicóloga da Instituição ué!? Repara só na responsa, relatórios, trabalhos em grupo, reuniões e muitos coraçõezinhos para cuidar, dar muito amor e limites também quando fosse necessário. Eu estava muito bem, a adaptação não foi fácil, e eu já sabia que não seria, um mês ou dois, as crianças já gostavam de mim e eu também já tinha meus apegos, não poderia, mas não há como evitar quando "trabalhamos" com seres humanos.
Sete meses depois, fui demitida, 29fev2016. Um baque. Uma punhalada pelas costas. Fiquei surpresa, confesso. Sabia que não era por não estar fazendo meu trabalho direito, porque eu estava, e também em nenhum momento recebi advertência alguma, foi realmente uma surpresa, não somente para mim, mas para as crianças também, que ficaram arrasadas, modéstia a parte.
O que eu senti? Sei lá. Um hora feliz, porque fiz planos, pensei: "deve ser porque outras oportunidades surgirão". Fiquei triste, porque tinha sonhos, fazia planejamentos com o cargo. E aí assim, do nada, num dia você vai trabalhar, no outro você não precisa voltar mais. É estranho. Mas como disse, estava esperançoso com os novos caminhos que viriam. Recisão e todos os tramites de demissões, pensei, "o que eu vou fazer agora?" A resposta foi rápida, "faz uma viagem!" Mas depois caí na real que seria loucura. Já passei da idade de agir por impulso, resolvi guardar e gastar quando precisasse, com as coisas que realmente fossem importantes naquele momento.
Eu já tinha feito a minha matrícula para minha pós graduação, a qual pagarei com o dinheiro da recisão, que sim, vai acabar um dia, mas espero conseguir um emprego antes disso. A pós já começou, a primeira parcela já foi, e tem mais 23 pela frente (não sei se rio ou se choro). Faço aulas de técnica vocal e piano e disso eu não abro mão por nada. Tentei dar aulas particulares de Inglês, e no começo até tinha alguns alunos mas depois, o povo foi desistindo, essa crise que o Brasil está passando não está nada fácil. Aliás, mais um motivo para escrever, porque em outros tempos pagaria uma psicóloga para me ajudar (e sempre ajuda) mas to desempregada e sobrevivendo com a recisão. Tá fácil para ninguém.
Não preciso dizer mais nada.
O que vem depois? Só Deus sabe... Veremos no próximo capítulo.

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